Revenda investigada por suposto golpe alega crise financeira e acusa agiotas de retirar patrimônio

Empresa afirma que dificuldades econômicas, dívidas acumuladas e ação de credores levaram ao encerramento das atividades; Polícia Civil apura denúncias de clientes prejudicados

A Allan Car Seminovos se manifestou sobre as denúncias envolvendo o fechamento repentino da revenda de veículos em Cuiabá e afirmou estar enfrentando uma grave crise financeira. Em nota oficial, a empresa declarou que parte de seus bens e documentos teria sido retirada por credores informais, conhecidos como agiotas, agravando ainda mais a situação.

Segundo a versão apresentada pela empresa, um período de expansão dos negócios resultou em aumento dos custos operacionais, incluindo mudança para um espaço maior, contratação de funcionários e investimentos estruturais. No entanto, problemas mecânicos recorrentes em veículos comercializados teriam gerado despesas elevadas com reparos, garantias e acordos firmados com clientes.

Ainda conforme a nota, as dificuldades financeiras provocaram atrasos em compromissos como pagamento de salários, aluguel e outras despesas. Sem acesso a crédito bancário, os responsáveis pela revenda alegam ter recorrido a empréstimos particulares para tentar manter as atividades em funcionamento.

A empresa sustenta que, recentemente, pessoas ligadas a credores teriam retirado equipamentos, documentos, contratos e veículos do estabelecimento enquanto o responsável pela loja estava ausente. O caso teria sido comunicado às autoridades por meio de boletim de ocorrência.

Outro ponto citado pela Allan Car é que o imóvel onde funcionava a revenda teria sido retomado pelo proprietário, que trocou os cadeados e restringiu o acesso ao local. Segundo a empresa, a saída do endereço não ocorreu por decisão voluntária, mas em decorrência dos conflitos com credores e da impossibilidade de retomar as atividades.

Os representantes da revenda afirmam que medidas judiciais estão sendo adotadas para tentar recuperar o patrimônio e renegociar as dívidas existentes. A empresa também nega qualquer intenção de causar prejuízos aos clientes ou ocultar bens.

Investigação em andamento

Enquanto isso, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) mantém um inquérito para apurar as denúncias relacionadas ao fechamento da empresa. De acordo com a Polícia Civil, diversos consumidores relataram prejuízos envolvendo veículos vendidos, pagamentos pendentes e documentação não entregue.

Até o momento, mais de dez pessoas já procuraram a delegacia para registrar ocorrência. A expectativa das autoridades é que o número de vítimas aumente à medida que as investigações avançam.

A Polícia Civil segue reunindo documentos e depoimentos para esclarecer os fatos e identificar possíveis responsabilidades no caso.

Fonte: Mídia Júnior

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