Análise das imagens levou a DHPP a afirmar que vítima não reagiu à abordagem; trabalhador permanece internado em UTI
O entregador baleado durante a tentativa de devolução de um celular segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre o caso. A ocorrência ganhou novos desdobramentos após a análise das imagens de segurança, que, segundo a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), contradizem a versão inicialmente registrada.
De acordo com as investigações, a entrega do aparelho havia sido previamente negociada por meio de áudios atribuídos a um suposto integrante de facção criminosa, que intermediou o contato com a proprietária do telefone. O acordo previa o pagamento de R$ 600 pela devolução do iPhone, e a orientação era para que o motociclista apenas entregasse o aparelho, recebesse o valor e deixasse o local.
Na noite de quarta-feira (22), o entregador chegou de motocicleta ao endereço combinado. As imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele entrega o celular à proprietária. Em seguida, a servidora pública aparece armada, ordenando que o homem se deite no chão. Ao tentar se afastar, o motociclista é atingido por diversos disparos nas costas.
Segundo boletim médico, a vítima sofreu perfurações em órgãos vitais, incluindo um dos pulmões. O trabalhador permanece internado em estado grave, entubado e em coma induzido.
Investigação
Inicialmente, a ocorrência havia sido registrada sob a alegação de que o motociclista teria tentado desarmar a policial penal. No entanto, conforme a DHPP, a análise das imagens não identificou qualquer reação ou tentativa de agressão por parte da vítima.
Em entrevista, o delegado responsável pelo caso afirmou que a conduta da servidora pública “beira uma execução”, destacando que, diante das imagens analisadas até o momento, os disparos poderiam ter sido evitados.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) seguem realizando diligências e exames periciais para concluir o laudo definitivo e definir as responsabilidades criminais no caso.
Fonte: Plantão CNP / Polícia Civil.