A Polícia Civil prendeu novamente, nesta segunda-feira (6), uma mulher de 28 anos investigada por crimes de maus-tratos contra animais com resultado morte, após ela romper por duas vezes a tornozeleira eletrônica determinada pela Justiça. O caso ganhou repercussão em Mato Grosso devido às investigações que apontam a adoção de gatos para tortura, morte e supostos abusos contra os animais.
A suspeita havia sido presa pela primeira vez em junho de 2025, depois que ativistas da causa animal denunciaram o desaparecimento de diversos felinos entregues para adoção. Na época, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
Posteriormente, a Justiça substituiu a prisão por medidas cautelares, determinando o uso de monitoramento eletrônico e o recolhimento domiciliar durante o período noturno. A decisão também previa que o descumprimento das condições impostas resultaria no retorno imediato ao sistema prisional.
Com o rompimento da tornozeleira eletrônica, a prisão preventiva foi restabelecida, e a investigada foi localizada e detida novamente pela Polícia Civil.
As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido na residência da suspeita, no bairro Porto, em Cuiabá. Durante as diligências realizadas anteriormente, policiais encontraram gatos mortos nas proximidades do imóvel, além de resgatarem um filhote de cachorro vivo. Também foram apreendidos embalagens de ração e um lençol com manchas de sangue, materiais encaminhados para análise pericial.
Após a nova decisão judicial, a mulher foi reconduzida à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, onde permanecerá à disposição da Justiça. O inquérito policial segue em andamento.
Fonte: G1 Notícias



