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Mãe e padrasto são condenados pela morte de menina de 3 anos após sequência de agressões em Minas Gerais

A Justiça de Minas Gerais condenou a mãe e o padrasto de uma menina de apenas 3 anos que morreu após sofrer sucessivas agressões em Poços de Caldas. O crime ocorreu em junho de 2018, e o julgamento foi concluído em março de 2021 pelo Tribunal do Júri.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a criança era vítima de agressões físicas e psicológicas constantes desde que passou a morar com o casal. As investigações apontaram que ela chegou a frequentar a creche com diversos ferimentos pelo corpo e, posteriormente, deixou de comparecer às aulas devido às lesões. O caso também havia sido acompanhado pelo Conselho Tutelar.

As avós da menina chegaram a solicitar judicialmente a guarda da criança diante dos indícios de maus-tratos. No entanto, antes que o pedido fosse analisado pela Justiça, a tragédia aconteceu.

De acordo com a denúncia, na manhã de 14 de junho de 2018, a criança foi violentamente agredida pelo padrasto após urinar na cama durante um castigo. Ao longo do dia, ela apresentou vômitos, convulsões e sangramentos, mas não recebeu atendimento médico imediato.

Somente no fim da tarde a menina foi levada à Santa Casa de Poços de Caldas, após ser encontrada desacordada por uma parente do padrasto. Ela chegou ao hospital em estado gravíssimo e morreu no dia seguinte em decorrência dos ferimentos.

As investigações concluíram que o padrasto foi o autor das agressões e que a mãe tinha conhecimento da violência sofrida pela filha, mas não impediu os maus-tratos nem buscou atendimento médico em tempo hábil.

Durante o julgamento, Christopher Anthony Tavares Coelho foi condenado a 32 anos de prisão por homicídio qualificado, com reconhecimento das qualificadoras de tortura, meio cruel e motivo fútil. Já Letícia Lopes Fonseca recebeu pena de 29 anos de prisão por homicídio, em razão da omissão diante das agressões e da falta de assistência à filha. Ambos cumprem pena em regime inicialmente fechado.

Fonte: Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) / Tribunal do Júri de Poços de Caldas.

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