Justiça determinou cumprimento imediato da pena em regime fechado após julgamento em Tangará da Serra
O pedreiro Adalberto Ribeiro dos Santos foi condenado a 40 anos, dois meses e 12 dias de prisão pelo assassinato da companheira, Kelma Dias da Silva, além do crime de ocultação de cadáver. O julgamento ocorreu na última quinta-feira (21), no Tribunal do Júri de Tangará da Serra.
A Justiça determinou que a pena seja cumprida imediatamente em regime inicial fechado.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime aconteceu em novembro de 2024 e foi praticado em contexto de violência doméstica. A acusação apontou que o suspeito agiu por motivação ligada ao inconformismo com o fim do relacionamento.
De acordo com as investigações, dias após o desaparecimento da vítima, o filho de Kelma procurou a Polícia Civil para registrar ocorrência. Inicialmente, o suspeito alegou que ela teria saído de casa voluntariamente, mas a versão foi descartada durante as apurações.
O corpo da vítima foi encontrado posteriormente próximo ao Córrego da Preguiça, no distrito de Deciolândia. Conforme a perícia, a mulher apresentava sinais de violência e estava enrolada em um cobertor, amarrada com fios de alta resistência.
As investigações também apontaram que o relacionamento era marcado por episódios frequentes de agressões e ameaças. Testemunhas relataram que o acusado demonstrava comportamento possessivo e não aceitava a separação.
Durante a perícia na residência do casal, os policiais encontraram sinais de luta corporal e manchas de sangue espalhadas pelo imóvel.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, incluindo feminicídio em contexto de violência doméstica e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Fonte: Gazeta Digital


