Apesar das oportunidades de emprego, despesas mensais podem pesar no orçamento de quem vive sozinho
Viver sozinho em Rondonópolis, um dos principais polos do agronegócio no estado, pode parecer acessível à primeira vista. A cidade cresce, gera empregos e atrai novos moradores, mas a realidade financeira exige atenção e organização.
Em 2026, morar sozinho no município é possível, porém não sem desafios, principalmente quando se coloca na balança o custo de vida em comparação com a renda.
Emprego em alta, mas renda limitada
Rondonópolis iniciou o ano com saldo positivo na geração de empregos formais, com mais de 770 vagas criadas apenas em janeiro, impulsionadas principalmente pelo setor de serviços. O município já havia encerrado 2025 também com números positivos, reforçando a estabilidade do mercado de trabalho.
No cenário estadual, Mato Grosso apresenta uma das menores taxas de desemprego do país, com cerca de 2,2%. Ou seja, há oportunidades disponíveis. No entanto, o desafio está em fazer o salário acompanhar o custo de vida.
Custo de vida pesa no orçamento
O estado figura entre os mais caros do Brasil, ocupando a 10ª posição no ranking nacional. O gasto médio mensal gira em torno de R$ 3.360 por pessoa, valor que impacta diretamente quem decide morar sozinho.
Entre os principais custos estão:
- Moradia: o aluguel é a despesa mais significativa. Imóveis simples variam entre R$ 800 e R$ 1.500, podendo ultrapassar R$ 2 mil em regiões valorizadas.
- Alimentação: o gasto médio com supermercado gira em torno de R$ 860 mensais.
- Contas básicas: energia, água, internet e outros serviços somam cerca de R$ 670 por mês.
- Outros gastos: transporte, lazer e saúde complementam o orçamento.
Na prática, viver sozinho em Rondonópolis pode exigir entre R$ 2.500 e R$ 4.000 mensais para manter uma rotina equilibrada.
Crescimento que encarece
Com mais de 260 mil habitantes e forte presença do agronegócio, Rondonópolis se consolidou como um importante centro econômico do Centro-Oeste. O desenvolvimento tem atraído novos moradores em busca de oportunidades e qualidade de vida.
Por outro lado, esse crescimento aumenta a demanda por moradia, valoriza bairros e eleva os preços, impactando diretamente no custo de vida.
Vale a pena morar sozinho?
A resposta depende do planejamento financeiro. A cidade oferece boas oportunidades, especialmente nos setores de comércio, serviços, construção civil e agronegócio.
Porém, viver sozinho sem controle de gastos pode se tornar difícil rapidamente. Mais do que conseguir emprego, é fundamental saber administrar o dinheiro.
Rondonópolis segue como uma cidade de oportunidades, mas também exige responsabilidade. Quem chega preparado tende a crescer; quem não se organiza, sente o impacto no bolso.
Fonte: Primeira Hora


