Amaggi compra participação na FS e amplia atuação no setor de etanol de milho

Negócio une duas gigantes do agronegócio de Mato Grosso e aguarda aprovação do Cade

A Amaggi anunciou a compra de 40% da FS, empresa referência na produção de etanol de milho no Brasil. O acordo foi protocolado junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ainda depende da aprovação das autoridades para ser concluído.

A parceria reúne duas potências do agronegócio com forte atuação em Mato Grosso. Enquanto a FS se consolidou como pioneira na fabricação de etanol à base de milho e referência em biocombustíveis, a Amaggi é considerada uma das maiores empresas brasileiras no segmento de grãos, fibras e logística agrícola.

Com a aquisição, a Amaggi amplia sua presença no mercado de biocombustíveis e fortalece a estratégia de verticalização dos negócios, buscando maior integração entre produção agrícola, industrialização e exportação.

Segundo as empresas, a união permitirá ganhos estratégicos em áreas como originação de milho, logística e expansão das operações ligadas ao etanol de milho, setor que vem crescendo no Brasil impulsionado pela busca global por combustíveis menos poluentes.

O empresário Blairo Maggi, um dos fundadores da Amaggi, destacou o alinhamento entre as companhias e afirmou que a parceria representa um passo importante para o futuro do agronegócio brasileiro.

Já os representantes da Summit Agricultural Group, grupo norte-americano controlador da FS, afirmaram que a entrada da Amaggi fortalece ainda mais o potencial de crescimento da companhia no mercado de energia renovável.

A FS iniciou suas operações em 2017 e atualmente processa mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra. A empresa produz cerca de 2,6 bilhões de litros de etanol por ano e também atua no segmento de nutrição animal.

Fundada em 1977 e com sede em Cuiabá, a Amaggi possui operações em diversos países e atua em toda a cadeia do agronegócio, incluindo produção agrícola, logística, energia renovável e comercialização de grãos.

Fonte: Estadão MT

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