Sérgio Ricardo, chefe de gabinete e advogados estão entre os presos na Operação Tomada de Contas. Investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo pagamentos a fornecedores e contratos públicos.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, e outros investigados na Operação Tomada de Contas foram encaminhados a unidades prisionais após passarem por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (29).
Além do presidente do tribunal, também foram transferidos a chefe de gabinete, Roseli Loss, e os advogados Gregory Paiva Pires, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
Após deixar a sede da Polícia Federal, em Cuiabá, Sérgio Ricardo foi levado ao Batalhão de Operações Especiais (Bope). Roseli Loss foi encaminhada à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, na capital. Já os três advogados foram conduzidos à Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, onde deverão permanecer em celas separadas.
Outro investigado, Adriangelo Barros Antunes, assessor do presidente do TCE-MT, também foi preso durante a operação. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o local para onde ele foi encaminhado.
Investigação
As prisões fazem parte da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um possível esquema envolvendo a suspensão de pagamentos a fornecedores que mantinham contratos regulares com o poder público. A suspeita é de que a medida teria sido utilizada para favorecer empresas do setor de publicidade na liberação de recursos.
As investigações foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou medidas cautelares contra os envolvidos.
Posicionamento do TCE-MT
Em manifestação oficial, o Tribunal de Contas informou que adotará as medidas necessárias para cumprir as determinações judiciais. A instituição também declarou que pretende manter a normalidade administrativa e garantir a continuidade dos serviços e das atividades institucionais.
O órgão comunicou ainda a suspensão do expediente e dos prazos processuais desta quinta-feira (29), além do cancelamento da sessão plenária prevista para terça-feira (3), como parte dos procedimentos de organização interna.
As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e identificar a eventual responsabilidade dos envolvidos.
Fonte: g1 Mato Grosso.