Operação da Polícia Civil também cumpriu sete mandados de busca e apreensão em três municípios de Mato Grosso.
O vereador de Poxoréu, Túlio César (Republicanos), foi preso na manhã desta terça-feira (14) durante a Operação Elo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil para dar continuidade às investigações sobre o assassinato de Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos.
De acordo com a investigação, a jovem foi morta após integrantes de uma facção criminosa acreditarem, de forma equivocada, que ela repassava informações às forças de segurança. A suspeita surgiu porque a mãe da vítima trabalhava na base da Polícia Militar de Poxoréu e, em algumas ocasiões, Lavignia a acompanhava no local.
A prisão do parlamentar representa um novo desdobramento do caso. No dia 2 de junho, ele já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão relacionado à mesma investigação. Na ocasião, a Polícia Civil informou apenas que a medida era necessária para preservar o andamento do inquérito.
Além da prisão temporária do vereador, a Justiça autorizou outros sete mandados de busca e apreensão contra investigados. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente nos municípios de Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana, com apoio das equipes da Regional de Primavera do Leste.
O crime ocorreu na madrugada de 10 de maio, em uma casa noturna localizada às margens da MT-130. Segundo a Polícia Civil, um homem armado entrou no estabelecimento e efetuou diversos disparos. Lavignia foi atingida na cabeça e em outras regiões do corpo, morrendo ainda no local.
As investigações apontam que o homicídio foi determinado por membros de uma facção criminosa após a falsa suspeita de que a vítima colaborava com a polícia.
O caso já havia resultado na prisão de um suspeito conhecido como “Bin Laden”, localizado pela Polícia Militar em Rondonópolis no dia 11 de maio. Outro investigado, José Geraldo da Silva, apontado como integrante da facção e suspeito de atrair a jovem para a emboscada, morreu em confronto com policiais militares em Poxoréu no dia 12 de maio.
Durante a operação desta terça-feira, os policiais também buscaram apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para a identificação de novos envolvidos e esclarecer a participação de cada investigado.
Batizada de Operação Elo Oculto, a ação faz referência às conexões investigadas entre os suspeitos, a execução do homicídio e os fatos ocorridos após o crime. O inquérito policial segue sob sigilo.
Fonte: Polícia Civil de Mato Grosso / adaptação com base nas informações divulgadas pelo portal LeiaMT.