Jovem é agredida pelo companheiro após negar relação sexual e busca ajuda na PM em Jaciara

Vítima correu descalça até quartel da Polícia Militar para pedir socorro; suspeito foi preso por violência doméstica

Uma jovem de 22 anos foi vítima de violência doméstica no município de Jaciara, a 144 quilômetros de Cuiabá, após ser agredida pelo companheiro ao recusar manter relações sexuais. O caso foi registrado no último domingo (15) e resultou na prisão do suspeito, de 21 anos.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava no quarto da residência do casal quando o homem manifestou interesse em ter relações sexuais. Após receber uma resposta negativa, ele teria se exaltado e iniciado as agressões físicas, desferindo socos no rosto e na região do tórax da mulher.

As agressões provocaram hematomas e inchaço nos olhos da vítima. A cena foi presenciada pela filha da jovem, uma criança de apenas 5 anos, que ficou abalada diante da situação.

Após o episódio, a mulher conseguiu deixar a residência e correu descalça até o quartel da Polícia Militar para pedir ajuda. Conforme o relato, ela saiu sem levar objetos pessoais e afirmou que o companheiro havia retido seu telefone celular, além de fazer ameaças para impedir que ela acionasse as autoridades.

A vítima também informou aos policiais que o suspeito teria consumido entorpecentes antes das agressões. Ainda segundo a denúncia, ao perceber que poderia ser denunciado, ele teria descartado a substância em um vaso sanitário.

Durante o atendimento, a jovem relatou que não era a primeira vez que sofria agressões por parte do companheiro e que já existiam registros anteriores envolvendo violência doméstica.

Após receber a denúncia, equipes da Polícia Militar e do Grupo de Apoio (GAP) se deslocaram até a residência do casal, localizada no bairro São Sebastião, onde encontraram o suspeito e efetuaram sua prisão.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. De acordo com a PM, ele não apresentava lesões no momento da detenção.

A vítima recebeu orientações sobre os mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha, incluindo a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência.

Fonte: Leia MT

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