OPERAÇÃO APREENDE MAIS DE 900 QUILOS DE PEIXES IRREGULARES E DESMANTELA ESQUEMA DE PESCA ILEGAL EM CUIABÁ

Três pessoas foram presas durante ação conjunta que investigava comercialização de pescado capturado de forma clandestina

Fiscalização encontrou peixes de espécies protegidas, equipamentos de armazenamento e indícios de um esquema estruturado de revenda ilegal

Uma operação integrada entre a Polícia Civil, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Juizado Volante Ambiental (Juvam) resultou na apreensão de mais de 900 quilos de pescado irregular em Cuiabá. A ação também levou à prisão de três pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de pesca predatória e comércio ilegal de peixes.

As investigações começaram após denúncias sobre a captura e venda clandestina de espécies nativas na região do Rio Cuiabá. Com base nas informações recebidas, equipes da Delegacia Especializada do Meio Ambiente passaram a monitorar locais suspeitos de armazenamento e distribuição dos produtos.

Durante as diligências, os policiais encontraram uma residência utilizada para guardar grandes quantidades de pescado. No imóvel foram apreendidos mais de 230 quilos de peixes, incluindo espécies protegidas por restrições ambientais. Também foram localizados freezers, balanças, materiais utilizados na confecção de redes de pesca e anotações que indicavam movimentação comercial frequente.

A investigação levou os agentes até uma peixaria da capital, onde foram encontrados outros 678 quilos de pescado sem comprovação de origem ou em desacordo com a legislação ambiental vigente.

Somando as duas apreensões, aproximadamente 911 quilos de pescado irregular foram retirados de circulação.

Três pessoas foram detidas durante a operação: um pescador apontado como fornecedor dos peixes, um intermediador responsável pela compra e revenda do produto e o proprietário do estabelecimento comercial fiscalizado.

Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia Especializada do Meio Ambiente e responderão por crimes relacionados à pesca predatória. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Fonte: PJC-MT

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